Conheça a varíola dos macacos, doença que tem causado surtos pelo mundo

04/07/2022 Notícias | Saúde Saúde Livre Vacinas

Desde o início deste ano, vários países afirmaram ter detectado casos de varíola dos macacos em seu território. A doença não é nova, mas os órgãos de saúde a consideram rara. O vírus passa de animais para o ser humano, e por isso ganheou o nome monkeypox. Apesar de os primatas levarem a culpa, seus principais hospedeiros são os roedores.

A zoonose é causada por um vírus da mesma família da varíola, cuja infecção natural já foi erradicada graças à vacina desenvolvida contra ela. Os dois compartilham apenas 10% de sua identidade genética, o que faz grande diferença nos sintomas.

Enquanto a varíola comum é grave e altamente contagiosa, podendo levar o indivíduo contaminado à morte, sua prima símia causa uma doença mais leve.

Como se pega a varíola dos macacos?

A transmissão é mais difícil do que a varíola comum e até mesmo do que a Covid-19. Apesar de ser endêmica no centro e no oeste da África, o número de casos em outros continentes ainda é pequeno e não deve se tornar uma nova pandemia.

Ao contrário do coronavírus, que passa de pessoa para pessoa principalmente pelas gotículas na respiração, é preciso ter contato direto com uma pessoa infectada para pegar o vírus.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que as transmissões já analisadas ocorreram através de contato físico próximo com casos sintomáticos. Dessa forma, é importante evitar tocar em lesões e fluídos corporais, assim como materiais contaminados.

O vírus se espalha por arranhões e mordidas de animais infectados, assim como saliva, ferimentos, mucosas, tosse e espirros de pessoas infectadas.

Segundo a OMS, o período de incubação – ou seja, tempo entre o contágio e o primeiro sintoma – varia de cinco a 21 dias.

Quais são os principais sintomas?

Os primeiros sinais são semelhantes aos da gripe: febre, dor de cabeça, dor muscular e cansaço. Esses sintomas podem durar até três dias. As lesões na pele surgem no rosto e em seguida se espalham pelo corpo, provocando muita coceira.

As pústulas secam e começam a cair entre duas a quatro semanas depois do aparecimento. Até que a pessoa tenha cicatrizado todas elas, ainda é possível passar o vírus adiante.

O diagnóstico é feito através de exame clínico. Também há um teste de laboratório para confirmação, mas ele ainda não está disponível no Brasil.

Já o tratamento é feito com antivirais, remédios para dor e febre, hidratação e repouso – além, é claro, de isolamento.

De acordo com a diretora do Laboratório de Virologia do Instituto Butantan, Viviane Botosso, “o monkeypox causa uma doença mais branda que a varíola, mas em alguns pacientes de risco, como imunossuprimidos e crianças, ela pode se desenvolver de forma mais grave”.

Como posso me prevenir?

O país registrou poucos casos da doença até o momento, mesmo com o início de surto na Europa.

A higienização das mãos é recomendada em todos os casos, utilizando água e sabão ou álcool. Não tenha contato próximo com pessoas contaminadas. Caso seja necessário, utilize máscara e luvas descartáveis.

Posts relacionados

É ‘só’ uma gripe? Conheça os verdadeiros riscos da influenza

A influenza atinge cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo todos os anos, com 5 milhões de casos graves e até 650 mil […]

Saúde Livre Vacinas, 23 de maio de 2024
Vítimas e socorristas do Rio Grande do Sul recebem orientações.

Rio Grande do Sul: as vacinas recomendadas para vítimas e socorristas

A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e a Sociedade Gaúcha de Infectologia (SGI) divulgaram nesta semana uma nota […]

Saúde Livre Vacinas, 17 de maio de 2024

Chuvas: como cuidar da saúde em situações de emergência?

Fortes chuvas têm afetado o Rio Grande do Sul nas últimas semanas, provocando enxurradas, enchentes, inundações, deslizamentos e desmoronamentos. Segundo a Defesa Civil do […]

Saúde Livre Vacinas, 09 de maio de 2024