Coqueluche: aumento de casos alerta para importância da vacina

17/04/2024 Notícias | Saúde | Vacinas Saúde Livre Vacinas

A coqueluche é uma doença infecciosa que pode ser grave e potencialmente fatal em crianças com menos de um ano de idade. O número de casos registrados subiu no último ano em São Paulo, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ela descarta que haja um surto até o momento, mas alerta para a importância da vacinação.

De acordo com a secretaria, foram confirmados 17 diagnósticos somente neste ano. Comparativamente, entre 2020 e 2023, o número máximo registrado anualmente foi de 12 casos. Durante a pandemia de covid-19, o uso de máscaras e o distanciamento social podem ter colaborado para o menor número de manifestações da doença.

Surtos de coqueluche têm atingido a Europa, Ásia e algumas partes dos Estados Unidos recentemente. Na China, foram contabilizados 20 vezes mais contaminações do que na mesma época do ano anterior. O Reino Unido teve 913 ocorrências confirmadas em fevereiro deste ano, em comparação com 858 durante todo o ano de 2023.

A Espanha ultrapassou a marca de 10 mil casos em 2024, após 1.200 em todo o ano passado, segundo a Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica. Da mesma forma, a República Tcheca atingiu seu maior patamar desde 1963. Holanda, Dinamarca, Noruega, Suécia, Grécia, Austrália e Bélgica também estão em alerta.

O que é a coqueluche?

A coqueluche é uma infecção respiratória altamente contagiosa, causada pela bactéria Bordetella Pertussis. Ela é conhecida como “tosse comprida” e mesmo “tosse dos 100 dias”, devido à duração da doença, que chega a 30 dias. A contaminação pode ocorrer em qualquer idade, mas é particularmente preocupante em bebês. Em menores de seis meses, pode causar pneumonia, parada respiratória, convulsões, lesão cerebral e morte.

A principal característica da coqueluche é a tosse seca, intensa e prolongada, que gera ingestão de ar e provoca chiados ou ruídos agudos. A dificuldade de respirar pode comprometer a oxigenação, causando uma coloração azul-arroxeada na criança.

Inicialmente, porém, a doença apresenta sintomas como mal-estar, febre baixa e coriza, que podem durar semanas. Adultos e adolescentes costumam ser assintomáticos ou desenvolver apenas sinais de um resfriado.

A transmissão ocorre por meio de gotículas de saliva, espalhadas durante a fala, tosse ou espirro, e os sintomas começam a aparecer entre 5 a 10 dias após o contato, chegando até a 42 dias. O tratamento é feito com antibióticos, e exige internação no caso de bebês.

Vacina

Quanto mais novo for o bebê infectado, mais grave é a doença. Por isso, a prevenção começa ainda durante a gravidez, com a vacina dTpa. As gestantes devem receber uma dose de dTpa, a cada gestação, ​a partir da 20ª semana. Dessa forma, a placenta transmite os anticorpos ao feto.

Se não houve administração da vacina antes do nascimento, a puérpera deve receber uma dose logo após o parto​, o mais precocemente possível. Recomenda-se que todos os adultos que terão contato com o recém-nascido também sejam imunizados.

Na infância, deve-se tomar uma vacina com proteção contra coqueluche aos 2, 4 e 6 meses de idade, com nova aplicação entre os 12 e 18 meses e dose de reforço entre os 4 e 5 anos.

As vacinas que protegem contra a coqueluche são:

  • Vacina dTpa: tríplice bacteriana acelular do tipo adulto. Protege contra difteria, tétano e coqueluche.
  • Vacina DTPa: tríplice bacteriana acelular infantil. Protege contra difteria, tétano e coqueluche.
  • Vacina dTpa-VIP: tetra bacteriana acelular do tipo adulto. Protege contra difteria, tétano, coqueluche e poliomielite.
  • Vacina DTPw­-HB/Hib: também chamada de pentavalente. Protege contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite e Haemophilus influenzae tipo b (Hib).
  • Vacina DTPa-VIP-HB/Hib: conhecida como hexavalente. Protege contra difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, Haemophilus influenzae tipo b (Hib) e hepatite B.

Portanto, procure uma unidade da Saúde Livre e saiba qual delas é a ideal para você e sua família.

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