É o fim da gotinha? Veja como será a vacina contra a poliomielite

21/09/2023 Saúde | Vacinas Saúde Livre Vacinas

A partir do primeiro semestre de 2024, a vacina oral contra a poliomielite, conhecida como gotinha, será substituída em todo o país pela versão injetável. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde (MS), e atende às novas recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

A mudança estava em discussão desde 2011, e recebeu agora a aprovação da Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI). Ela já ocorreu nos Estados Unidos e em diversos países da Europa. No Brasil, a aplicação da gotinha começou na década de 1960. Desse modo, desde 2016, o esquema vacinal contra a pólio era de três doses injetáveis e dois reforços por via oral.

“Essa atualização não representa o fim imediato do imunizante na versão popularmente conhecida como ‘gotinha’ e sim um avanço tecnológico para maior eficácia do esquema vacinal”, informou a pasta. De acordo com o governo, haverá ainda um período de transição.

O objetivo da gotinha era reforçar a imunidade contra a doença. Enquanto a gotinha possui o vírus atenuado, a vacina injetável contém o vírus completamente inativado.

As três primeiras doses da vacina já têm aplicação por via injetável, com 2, 4 e 6 meses de idade. Ela faz parte da Pentavalente (DTPa+Hib+IPV, contra difteria, tétano, coqueluche, meningite e poliomielite) e da Hexavalente (DTPa+Hib+HB+IPV, contra difteria, tétano, coqueluche, meningite, poliomielite e hepatite B).

Como será a nova imunização sem a gotinha?

Além da alteração na via, também elimina-se a quinta dose, atualmente aplicada aos 4 anos como reforço.

  • Primeira dose: vacina injetável Hexa (DTPa+Hib+HB+IPV), aos 2 meses de idade;
  • Segunda dose: vacina injetável Penta (DTPa+Hib+IPV), aos 4 meses;
  • Terceira dose: vacina injetável Hexa (DTPa+Hib+HB+IPV), aos 6 meses;
  • Quarta dose: reforço da vacina injetável Penta (DTPa+Hib+IPV), entre 15 e 18 meses.

O que é a poliomielite?

Conhecida como paralisia infantil, a poliomielite ou pólio é uma doença causada pelo poliovírus. Ele se instala no intestino e tem sua transmissão por via fecal-oral. Ou seja, por meio de contato com fezes, alimentos ou água contaminados, secreções e gotículas eliminadas durante a fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas.

Os sintomas iniciais são febre, mal-estar, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia e/ou constipação. Além disso, a doença pode levar a espasmos, rigidez na nuca, meningite e até à morte. Ela pode ainda deixar sequelas que não têm cura, como perda de movimentos, principalmente dos membros inferiores, atrofia muscular, perda da fala e insuficiência respiratória.

Graças à vacinação, não há notificação de pólio no Brasil desde 1989. Apesar disso, o país tem registrado uma queda na procura pela imunização, chegando a 77,19% em 2022. O objetivo é que 95% das crianças esteja protegida contra a paralisia infantil.

Portanto, confira se calendário vacinal do seu filho está em dia agende a atualização em uma unidade da Saúde Livre.

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