Tire suas dúvidas sobre o HPV em 5 perguntas e respostas

07/10/2022 Saúde Saúde Livre Vacinas

O HPV é a Infecção Sexualmente Transmissível (IST) mais comum, e afeta especialmente a saúde da mulher. Segundo uma estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), 630 milhões de pessoas estão infectadas pelo vírus no mundo. No Brasil, a estimativa é de 9 a 10 milhões estejam contaminados. A cada ano, 700 mil casos novos são registrados.

Conheça mais sobre a doença e saiba como se proteger:

1 – O que é o HPV?

Essa é a abreviação do nome em inglês do papilomavírus humano, um conjunto de cerca de 150 tipos de vírus que infectam a pele ou mucosa. Ao menos 14 deles foram relacionados ao desenvolvimento de câncer.

A principal forma de contágio é por meio de relações sexuais, já que se trata de uma IST. Porém, essa não é a única maneira. Os vírus podem ser transmitidos pela saliva e por perfuração ou corte com objeto contaminado. Há registros de de contaminação de mãe para o bebê durante o parto, mas é um caso mais raro.

2 – Como saber se eu tenho?

Em 90% dos casos, a infecção é assintomática, e o próprio organismo consegue se defender dela. Em outros, porém, quando a pessoa está com a imunidade muito baixa, o vírus vence e se instala no corpo.

Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas contaminadas desenvolvam algum sintoma, como manchas ou verrugas na área genital, boca, garganta ou ânus. Eles costumam aparecer entre 2 a 8 meses após o contato, mas podem levar até 20 anos para se manifestar.

O diagnóstico é feito a partir do exame clínico com um ginecologista, urologista ou proctologista, que pode requisitar a coleta de material do colo do útero (Papanicolau) e de colposcopia, em que se usa um microscópio para avaliar o tecido afetado.

3 – Qual é o tratamento para HPV?

Não há tratamento específico para eliminar o vírus. O médico pode prescrever medicamentos apenas para melhorar a resposta do organismo e garantir uma boa imunidade.

No entanto, algumas intervenções podem ajudar a aliviar as verrugas genitais, como o uso de laser, eletrocauterização, ácido tricloroacético (ATA) e creme imunomodulador. Lesões maiores podem requerer cauterização e até cirurgia.

Apesar de não haver tratamento, o vírus costuma permanecer no organismo por 1 ano e meio a 2 anos. Geralmente, após esse tempo, o corpo consegue exterminar o HPV.

4 – Se eu tiver HPV, vou ter câncer?

O risco de desenvolvimento de câncer do colo do útero acontece principalmente com a infecção dos tipos HPV-16 e o HPV-18, que são responsáveis por cerca de 70% dos cânceres cervicais. Outras regiões que podem ser afetadas são a região anal, pênis, vulva, vagina, e orofaringe.

A lesão pode evoluir para tumor quando se localiza no fundo do canal vaginal, onde pode apresentar sangramento, corrimento e dor. Se for descoberta precocemente, ela é curável na maioria dos casos.

O HPV está presente no organismo de aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo. Delas, 32% têm os tipos graves. De acordo com pesquisadores, o papilomavírus é responsável por quase 100% dos casos de câncer de colo do útero; 85% dos casos de câncer de ânus; 35% de orofaringe; e 23% de boca.

5 – Como posso me prevenir?

A vacina é a melhor ferramenta no combate ao HPV. No Brasil, utilizamos a vacina quadrivalente, que protege contra HPV 6, 11, 16 e 18, considerados os tipos mais graves, com 98% de eficácia. O ideal é aplicá-la antes do início da vida sexual, enquanto ainda não houve contato com o vírus.

Esse medicamento está disponível em clínicas particulares e em postos do Sistema Único de Saúde (SUS). Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias indica-se duas doses, com intervalo de seis meses entre elas. A partir dos 15 anos, são três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose.

Independentemente da idade, pessoas imunodeprimidas por doença ou tratamento devem receber três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose.

Para evitar o contato com o vírus, é importante evitar o contato íntimo com uma pessoa com alguma lesão visível, e usar camisinha em todas as relações sexuais. Porém, o preservativo masculino, que é mais comum, deixa uma área maior exposta e pode favorecer a contaminação. Nesse caso, o preservativo feminino é mais eficiente, pois também cobre a vulva.

Você e seus filhos estão vacinados? Agende a aplicação na unidade da Saúde Livre mais próxima, ou peça o atendimento domiciliar.

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