Vacina da dengue: saiba quem pode tomar e onde encontrar

28/12/2022 Saúde | Vacinas Saúde Livre Vacinas

A vacina da dengue ainda não se tornou conhecida de toda a população, mas é uma das maneiras mais seguras de se evitar a contaminação em áreas endêmicas. Apesar dos esforços para eliminação do mosquito Aedes aegypti, a doença continua sendo um problema de saúde pública em todo o Brasil.

De acordo com o Ministério da Saúde, até dezembro de 2022 o país registrou 1,4 milhão de casos e 978 óbitos pela enfermidade. Isso representa um aumento de 172,4% e 400% em relação ao ano anterior.

Vacina da dengue

A única vacina disponível atualmente contra a dengue é a Dengvaxia, fabricada pelo laboratório francês Sanofi. Ela ganhou a liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2015 e protege contra os quatro sorotipos conhecidos.

No entanto, o Instituto Butantan está desenvolvendo um novo imunizante. Diferente da versão francesa, essa vacina requer apenas uma dose e poderá ser aplicada em pessoas que nunca foram contaminadas antes. A eficácia também promete ser melhor, com taxa de quase 90% de êxito.

A vacina da dengue do centro de pesquisa brasileiro está em sua última fase de análise clínica. Mais de 16 mil voluntários estão sendo acompanhados por cinco anos, com previsão de encerramento do estudo para 2024.

Quem pode tomar a vacina da dengue?

A indicação do imunizante é para pessoas entre 9 e 45 anos de idade, preferencialmente que já foram expostos ao vírus. A Anvisa deixou de recomendar em 2018 a aplicação da vacina em pessoas que não têm histórico de infecção prévia.

Apesar de não causar a doença, estudos sugerem que a vacina agrave o quadro de quem recebeu a dose sem ter sido contaminado anteriormente.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) também destaca que os testes sorológicos podem ser usados para identificar infecções precedentes por dengue. O exame é realizado em qualquer unidade da Saúde Livre e o resultado fica pronto em até 20 minutos.

Também não devem tomar a vacina gestantes, lactantes, pessoas com alergia grave a algum componente da fórmula e imunodeprimidos.

Já no caso de quem foi infectado no passado, a Dengvaxia mostrou segurança e eficácia, reduzindo em cerca de 80% as hospitalizações. Além disso, a taxa é de 65,5% na capacidade de evitar a infecção, e de 93% na prevenção de dengue grave e hemorrágica.

Como saber se estou com dengue?

A única maneira de confirmar o diagnóstico é por meio de exame laboratorial. Os sintomas incluem febre alta, dor de cabeça, dores musculares, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas pelo corpo, náusea, vômito, diarreia, falta de apetite e mal estar. Eles costumam durar entre 3 e 15 dias.

A doença pode ter apresentação clássica, hemorrágica e com complicações. A primeira é também a mais comum, semelhante à gripe. Em seguida, a dengue hemorrágica inclui palidez e pele fria, sangramento pelo nariz ou gengivas, dificuldade de respirar, frequência cardíaca elevada e até coma. Ela requer atenção médica imediata.

Enquanto na forma clássica o desaparecimento da febre indica que a enfermidade está chegando ao fim, na forma hemorrágica ele costuma indicar o início das complicações.

Em terceiro lugar, a dengue com complicações apresenta alterações neurológicas, insuficiência hepática, hemorragia digestiva, derrame pleural, sintomas cardiorrespiratórios, hemograma com glóbulos brancos abaixo de 1.000 e/ou plaquetas abaixo de 50 mil.

Nesse último caso, é importante ficar atento e procurar um serviço de saúde caso se apresente tonturas, sangue no vômito ou fezes, dores abdominais muito fortes e diferença entre as pressões máxima e mínima menor do que 2 cm Hg.

Por fim, não há tratamento específico para eliminar o vírus. As recomendações são fazer repouso, manter-se hidratado (se necessário, com soro caseiro) e tomar um medicamento antipirético, como dipirona. Não se deve usar anti-inflamatórios ou remédios com ácido acetilsalicílico.

Onde posso encontrar a vacina da dengue?

A vacina está disponível somente em clínicas e hospitais privados, uma vez que não faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e não se encontra na rede pública.

O esquema vacinal é de três doses, aplicadas com intervalos de seis meses entre elas.

Encontre a unidade Saúde Livre mais próxima ou agende o serviço de Home Care para receber o atendimento em casa.

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